REFLEXÃO
Geração medrosa
“Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo.”- Mateus 1:20
Receber algo de uma pessoa pode ser bom, ou, pode, também, ser preocupante. Desconhecer a origem do que nos está sendo oferecido pode nos levar a dois tipos de atitude: ou rejeitamos de pronto, ou aceitamos e permanecemos desconfiados até que o presente se prove digno de confiança.
Essa preocupação é bem menor, ou simplesmente não existe, quando, mesmo recebendo algo que não conhecemos bem, o recebemos de alguém de nossa inteira confiança.
José talvez não conhecesse bem a Maria, pois até aquele momento não havia co-habitado com ela, mas conhecia o Espírito Santo e a manifestação do Senhor através do seu Anjo.
Receber o que é gerado pelo Espírito Santo nunca deve ser problema para nós. O próprio Jesus nos tranqüilizou sobre isso: “Qual pai, entre vocês, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra?” - Lucas 11:11.
José, apesar de viver numa geração muito mais desinformada do que a nossa, recebeu o dom de Deus por causa de um sonho.
Nossa geração, atolada num acúmulo de informações desnecessárias e contraditórias, aceita mais facilmente o desconhecido do que o que vem de Deus. Não tem dificuldades em aceitar todo tipo de superstição, misticismo e idolatria, mas questiona a graça e as dádivas de Deus. Acolhe papai-noel com muito mais naturalidade e falta de senso crítico do que o Filho de Deus. Não questiona a imposição do traficante, do gigolô, do político, ou do corrupto que cobra propinas e que, de uma ou de outra maneira, o escraviza. Torna-se, porém, extremamente crítico com Aquele que quer lhe conceder a liberdade.
A lição de José é muito forte e muito atual para você. Receba, sem medo, tudo o que for gerado pelo Espírito Santo, pois será bênção para você e para aqueles que o cercam.
Não tenha medo de receber o que é gerado pelo Espírito Santo; não se esqueça, porém, que Maria teve outros filhos.
Oswaldo Chirov
chirov@igrejadafamilia.org.br
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