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"E, quanto aos que de vós ficarem, eu lhes meterei pavor no coração nas terras dos seus inimigos; e o ruído de uma folha agitada os porá em fuga; fugirão como quem foge da espada, e cairão sem que ninguém os persiga” – Lev. 26:36. Há dois tipos de vozes que nos atormentam e uma que nos abençoa. Das que nos atormentam, uma é a voz que vem do nosso interior; a outra, está ao nosso redor.
A voz interior é muito forte e supera, muitas vezes, a exterior. Foi bem definida pelo apóstolo Paulo: “O bem que quero não faço, mas o mal que não quero, esse faço. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim” – Rom. 7:16-17.
No decorrer dos séculos, a voz interna tem sido responsável por todo tipo de atrocidades contra a pessoa humana: de Hitler aos “serial killers”, todos seguem uma direção que, aparentemente, não lhes permite escolha. Foram impulsionados por uma voz ou determinação interior, a qual não conseguiram resistir. O barulho dessa voz é tão alto que a maioria das pessoas atualmente não se permite a meditação e o silêncio. Precisam do barulho externo para compensar o barulho que vem de dentro. O externo, muitas vezes se choca com o de dentro, mas na maioria das vezes apenas o complementa.
Hoje, o barulho externo é exagerado, não apenas nos decibéis, mas na confusão que cria na mente das pessoas. Ele gera uma pressão insuportável nos que estão adequados ao sistema e mais insuportável ainda naqueles que tentam resistir àquilo que o próprio Paulo definiu como o “presente século”.
A música, a televisão, toda a mídia em geral são os principais instrumentos desse barulho externo que tenta “igualar” todos os seres humanos. É o barulho externo que confirma e incentiva o estrago que o barulho interno está provocando.
Vejamos alguns exemplos:
- a fraqueza do relacionamento familiar, pela falta de obediência à palavra de Deus, é confirmada pelo incentivo à infidelidade e à concupiscência, mostrados pelos meios de comunicação, tornando o casamento cada vez mais ameaçado e enfraquecido; - o tédio e a falta de propósitos na vida dos adolescentes e jovens, incentivados pelos apelos à rebeldia, liberação dos costumes e amor ao prazer têm transformado as drogas e o álcool em abismos sem volta em nossa geração;
- a sensualidade natural do ser humano, incendiada pelas novelas e pelo marketing mentiroso, tem feito aumentar de forma alarmante o número de adolescentes grávidas, com as piores conseqüências possíveis para a sociedade;
Diferente de tudo isso, o ruído de Deus é abençoador. Ele acalma o nosso interior e nos incentiva em tudo o que há de mais belo e abençoador. Coloca em ordem nossos pensamentos e os anseios do nosso coração, transformando pessoas desintegradas em pessoas produtivas e ambientadas no corpo de Cristo.
Elias era um homem sujeito, não apenas às mesmas paixões que nós (Tiago 5:17-18), mas também aos mesmos barulhos. Por causa da pressão externa, motivada pela perseguição de Jezabel, escondeu-se e foi sustentado por corvos durante algum tempo, até que começou a ouvir um barulho que vinha do Senhor: “Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de abundante chuva” – I Reis 18:41. Os discípulos foram sensíveis ao “barulho” que vinha de Deus e foram cheios do Espírito Santo: “E de repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados... e todos ficaram cheios do Espírito Santo” - Atos 2:2-4. Oswaldo Chirov chirov@igrejadafamilia.org.br |